A equipe

João Tatu, Amanda Gracioli, Fernanda Vareille e Gabriel Teixeira em um dia de filmagem de A loucura entre nós.

João Tatu, Amanda Gracioli, Fernanda Vareille e Gabriel Teixeira em um dia de filmagem.

Diferentemente do que muita gente acredita, nem sempre um filme conta com uma equipe numerosa para a sua realização. No caso de um documentário, por exemplo, esse grupo pode ser bem reduzido – principalmente se pensamos nos padrões das equipes dos filmes de ficção, sempre superlativos. Na maior parte do tempo de produção e filmagem, a equipe de A loucura entre nós foi composta por apenas quatro pessoas: a diretora Fernanda Vareille, a diretora de produção Amanda Gracioli, o operador de áudio João Tatu e o diretor de fotografia Gabriel Teixeira.

Esse número reduzido, inclusive, foi uma das estratégias de trabalho para poder realizar o trabalho delicado de imersão absolutamente necessário para interagir com as pessoas que fazem parte do filme. Além disso, a equipe escolhida pela diretora possuía as características necessárias para compreender a complexidade do tema, agindo com a delicadeza e o cuidado necessários para focar nas histórias dos entrevistados.

Ao todo foram três anos de filmagem (iniciada em 2011, com finalização de produção em março de 2015). Nos dias de filmagem no Hospital Juliano Moreira, os quatro chegavam cedo e permaneciam durante todo o dia convivendo com as pessoas. Muitas vezes estavam presentes sem produzir nenhum material, apenas observando e convivendo para que todos, pacientes e funcionários, se acostumassem com a nova presença – e, principalmente, com a presença da câmera. O resultado foi o mergulho numa jornada onde houve uma tomada de nova consciência sobre o tema da loucura, capaz de ressignificar todo o processo.

E se o mundo retratado no início de A loucura entre nós atrai nossa atenção por ser distante e exótico, ao longo do filme ele passa a revelar novas camadas de interesse, à medida que vai se abrindo.  A maior conquista desse amadurecimento, talvez, seja a produção de um material que nos leva à percepção de que “A” saúde mental talvez sequer exista; o que existem são histórias contadas, uma a uma.

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