Equipe e bastidores do filme

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Gabriel Teixeira, João Tatu, Fernanda Fontes Vareille e Amanda Gracioli. Foto Natália Reis.

Com o filme A loucura entre nós nos cinemas, muitas pessoas têm ficado curiosas para saber um pouco do processo de filmagem do documentário. Afinal, para muitos é difícil imaginar uma equipe de cinema percorrendo diariamente os corredores de um hospital psiquiátrico, convivendo com situações incomuns para quem não está acostumado com o universo retratado.

A verdade é que A loucura entre nós é fruto de um processo longo, delicado, apurado e, principalmente, transformador. As filmagens começaram em 2011; o documentário foi finalizado em março de 2015. Ele foi produzido pela Águas de Março Filmes, com patrocínio da Petrobahia e da Carbocloro, através do artigo 1° da Lei 8685/93, Lei do Audiovisual. Mas é também fruto da sensibilidade de uma equipe coesa de filmagem, sem a qual seria difícil atingir o resultado que se vê nas telas.

A equipe reduzida do filme (para a filmagem) foi formada pela diretora Fernanda Fontes Vareille, a diretora de produção Amanda Gracioli, o operador de áudio João Tatu e o diretor de fotografia Gabriel Teixeira.

IMG_2124Durante vários períodos, ao longo de três anos, foi esse grupo de quatro pessoas que entrava no hospital Juliano Moreira para realizar entrevistas e captar imagens.

Mas não só isso; às vezes ficava lá sem gravar uma só cena, interagindo com as pessoas para entender aquele novo universo e criar os laços necessários para que o filme pudesse traduzir as subjetividades em questão.

Fernanda lembra:

Filmamos em regime de imersão. Chegávamos cedo ao hospital e permanecíamos durante todo o dia convivendo com as personagens. Em muitos dias não filmávamos, estávamos lá, presentes, convivendo com elas, para que se acostumassem com a nossa presença, com a presença da câmera.”

A diretora admite que todos dessa equipe foram escolhidos, além da capacidade técnica, pela capacidade humana de interagir e compreender a complexidade do tema, pela delicadeza e cuidado com que lidavam com os entrevistados.

Eles sempre entravam em contato com a equipe médica do hospital e da Criamundo para entender os limites que deveriam ter e se, de alguma forma, a câmera poderia intensificar ou despertar uma crise. Todo dia de filmagem era um momento importante que levava a equipe a agir com esse cuidado.

Mas as surpresas no momento da produção, principalmente no primeiro mês, eram constantes. Chegaram a colocar uma Go Pro (câmera) dentro do carro da produção só para filmar as conversas e inquietações da própria equipe após o dia de filmagem – material que não foi utilizado na edição final.

IMG_1947 E se no início houve um pouco de dificuldade de filmar no hospital, aos poucos os quatro foram adquirindo a confiança de todos. Foi feito um intenso trabalho de convencimento das diferentes camadas administrativas. Não bastava o diretor autorizar; as pessoas que trabalham lá deveriam concordar também. Esse trabalho exigiu tempo, mas foi um processo compreendido por todos como uma etapa importante para a construção da confiança.

O resultado é um filme que começa a emocionar e gerar discussões por parte do público. E que é capaz também de abrir outros campos de diálogos, seja nas inúmeras sessões seguidas de debates, seja no conteúdo publicado com exclusividade no blog ou nos comentários das redes sociais.

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