Vencedores do concurso!

“A loucura entre nós‬ me colocou de frente com minha humanidade; num olhar (e olhar é tema gritante pra mim no filme) que me pergunta que loucura estamos, como sociedade e como indivíduos, dispostos a conviver. Se de louco todos temos um pouco, o que torna uma loucura aceitável e outra assombrosa? Foi duro, intenso nos momentos em que a loucura exibida na tela se mistura aos meus próprios monstros, mas ele é de uma realidade poética que te estarrece e te encanta! ♡‬‬‬‬‬‬”

Essa foi a declaração de Deborah Costa, uma das cinco vencedoras do concurso que fizemos nas redes sociais do filme A loucura entre nós, durante a primeira exibição nos cinemas do Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo. A ideia era saber as sensações, emoções e pensamentos despertados no público logo após a sessão do documentário. Muitas pessoas descreveram desde o despertar de uma conexão com questões pessoais e experiências próximas, até reflexões novas surgidas a partir das questões propostas pela obra. A todas essas pessoas, nosso muito obrigado pela atenção e disposição em integrar nossa rede que quer trazer o tema do sofrimento mental para o centro das discussões importantes em nossa sociedade.

Além de Deborah (SP), mais quatro pessoas tiveram seus depoimentos selecionados para receber em casa um exemplar do livro “A loucura entre nós”, do psicanalista Marcelo Veras: Camila Costa (BA), Cauan Reis (BA), Izabella Rieiro (RJ) e Felipe Ronchini (RJ).

Capa2Motivado pela experiência de muitos anos na direção do Hospital Juliano Moreira, em Salvador, Dr. Marcelo criou uma obra onde o tema da loucura é abordado a partir da observação de campo, da teoria e da experiência clínica.

No início, a reforma psiquiátrica no Brasil e a teoria lacaniana das psicoses ganham o livro. Em especial, as mudanças ocorridas com as experiências de Juliano Moreira em tratamentos open door, com os pacientes inseridos na comunidade e não trancados em isolamento nos hospitais. Depois, também apresenta casos de pacientes com longo histórico de internações psiquiátricas, que puderam inventar novas formas de lidar com sua condição e transitar livremente pela cidade, sem que fosse preciso retornar a um hospital.

“Ele descreve um universo que me inspirou”, lembra Fernanda, para quem a ideia de realizar o documentário homônimo surgiu a partir do contato com a obra. “Mas o filme mostra o meu encontro com as pessoas, com o hospital”. O documentário, portanto, tem o livro do Dr. Marcelo Veras como ponto de partida para o encontro com as personagens.

Para mais informações sobre o livro, entre no site da editora Contracapa!

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