A Loucura e o Feminino

Leonor e Elizangela juntas

Leonor e Elisângela: mulheres cujas histórias se cruzam no filme A loucura entre nós. Foto Gabriel Teixeira.

São duas mulheres que guiam nosso olhar através das grades, fechaduras e universos apresentados pelo filme A loucura entre nós. É através de suas vozes e identidades que conhecemos algumas das histórias vividas em busca de tentar refazer laços, desfazer nós.

A questão do gênero, portanto, é um tópico significativo na obra, embora muitas das questões trazidas por Elizângela, Leonor e todas as outras mulheres presentes no documentário de Fernanda Fontes Vareille reverberem em todos nós, mulheres ou homens. Mas não há como negar que trazem a humanidade da dor de cada uma delas traduzidas por todas as vivências que experimentaram sendo mulheres em estado de sofrimento mental.

Ao longo dos séculos, diversas patologias psíquicas foram interpretadas a partir de influências históricas, sociais, culturais. Em determinados momentos, algumas das manifestações dessas patologias chegaram a ser relacionadas à bruxaria e à possessão demoníaca, sendo combatidas com forte ação punitiva. Coube às mulheres, membros de sociedade fortemente regida por padrões masculinos, sofrer boa parte dessa punição no próprio corpo – depositário para as consequências do sofrimento e para a ostentação do rigor moral.

Abrimos aqui o diálogo com várias fontes que pensam a identidade feminina a partir do universo do sofrimento mental. São links para entrevistas, livros, filmes e pensamentos que trazem dados históricos dessa associação entre a Loucura e o Feminino, mas que apontam também para novos olhares sobre a questão.

CRÍTICA
O que foi dito sobre o filme A loucura entre nós que se relaciona o Feminino.

“Os caminhos pelos quais a narrativa do documentário A Loucura entre nós percorre são tão impressionantes, que até mesmo a cineasta Fernanda Vareille não tinha como prever o que aconteceria às suas personagens. Filmando durante três anos dentro do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira, em Salvador, a diretora capturou um retrato intenso a respeito da linha tênue que separa a sanidade da doença mental. Para tanto, duas mulheres de origens e vivências totalmente distintas nos são apresentadas, além de termos contato com depoimentos de outros internos daquele hospital, colocando assim em cheque qualquer conceito pré concebido a respeito da dita “normalidade”. (…) O filme ganha real força quando a narrativa passa a destacar as duas personagens mais impressionantes desta história: Leonor e Elisângela. Elisângela nos é apresentada aos gritos. Visivelmente transtornada, clamando por trabalho e por dignidade, é internada no hospital onde já havia estado em um passado não muito distante. Medicada e com seu caso acompanhado de perto, apresenta melhora no decorrer de sua trajetória. Leonor, por outro lado, quando surge na tela, parece ser uma das cabeças da ONG. É ela quem serve como cicerone do local, mostrando algumas das realidades do hospital e de seus pacientes. No entanto, com o andar da história, começamos a perceber que existe algo a incomodando. Alguns surtos, alguns momentos de profunda tristeza, outros de euforia. Leonor pode ter mais em comum com Elisângela do que podíamos prever de início. O destino das duas se conecta e bifurca, nos mostrando uma impressionante inversão de papéis.”

Por Rodrigo de Oliveira, crítico de cinema, membro da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul, produtor e apresentador do Moviola, transmitido pela Rádio Unisinos FM 103.3. É também editor do blog Paradoxo. Para ler o texto completo, entre nesse link.

MEMÓRIA
Produções diversas que ampliam o debate sobre as críticas do filme A loucura entre nós e a relação entre a Loucura e o Feminino.

mulheresdehojeMulheres de Hoje
Como a psicanálise de orientação lacaniana pode pensar as mulheres, e como podemos pensá-las hoje, ou seja, trinta anos depois da morte de Lacan, com as mudanças que o início do século XXI nos trouxe? Tratar o gozo feminino supõe encontrar outras palavras que remetam ao ponto de inconsistência no Outro, ponto em que não há solução pela identificação. Outras palavras que – esta é a nossa aposta – possam ser inventadas para tratar os impasses do real. (Cristina Drummond)

História das mulheres no Brasil
Livro organizado pela historiadora Mary Del Priore sobre a trajetória das mulheres no país, levando o leitor a sentir como nasceram, viveram e morreram as mulheres, o mundo que as cercava, do Brasil colonial aos nossos dias. Famílias do campo e da cidade, os hábitos, costumes, relacionamentos, ocupações, vidas e mortes são resgatadas através de textos de 20 autores convidados. “A história das mulheres não é só delas, é também aquela da família, da criança, do trabalho, da mídia, da leitura. É a história do seu corpo, da sua sexualidade, da violência que sofreram e que praticaram, da sua loucura, dos seus amores e dos seus sentimentos.”

A Lição de Charcot
Entre 1885 e 1886, em visita ao hospital parisiense La Salpêtrière, Freud entrou em contato com o ‘teatro da histeria’ dirigido por Charcot – experiência que viria a ser determinante para o nascimento da psicanálise. Antonio Quinet usa esse encontro como base para criar uma peça em que propõe um gênero novo de articulação entre arte e pensamento: a psicanálise implicada no teatro. O autor fala da histeria a partir do teatro – não numa narrativa histórica e sim numa interpretação cênica que tem como ponto de partida o que o inconsciente histérico ensina: quem comanda é a Outra Cena.

FreudFreud (1930-1936) O mal-estar na civilização e outros textos
Considerado o mais importante trabalho de Freud no âmbito da sociologia e antropologia, a obra ganha nova edição traduzida por Paulo césar Souza do alemão para o português. Entre os textos encontra-se a conferência “Sexualidade Feminina”, realizada em 1932, onde Freud fala do conceito de feminilidade, complexo de Édipo e de castração.

Ao sul do corpo
Outra obra de Mary Del Priore, sobre a questão da mulher diante da autoridade da igreja, do estado e da medicina no período colonial (sec. XVI o XVIII).  Um percurso histórico sobre a mulher, as questões de gênero e as instâncias de poder.

Ordem médica e norma familiar
Livro do psiquiatra, psicanalista e professor Jurandir Freire Costa Neste com um estudo sobre as táticas médico-higiênicas que adentraram a intimidade da família burguesa do século XIX até hoje.  Aborda as relações de classe e de que modo padrões de conduta e de comportamento foram sendo impostos à família e à mulher.

GRAMATICAS_DO_EROTISMOGramáticas do erotismo
De Joel Birman, que realiza uma leitura sistemática do conceito de feminilidade e de sexualidade feminina em psicanálise, percorrendo as diferentes linhas de desenvolvimento encontradas no discurso freudiano. Birman busca compreender o sujeito nas suas dimensões histórica, política e social.

Inventando o sexo: corpo e gênero dos gregos a Freud
Escrito por Thomas Laqueur, em 2011, aborda questões sobre corpo, cultura e a diferença entre os sexos, de Aristóteles a Freud.

 

PAPO ABERTO
Entrevista exclusiva sobre o tema.

VladiaEntrevistando Dra. Vládia Jucá
Se ao longo da evolução da psiquiatria a loucura foi colocada lado a lado com a identidade feminina, qual seriam hoje as questões próprias sobre o sofrimento mental que as mulheres têm que enfrentar? Para responder a essas – entre muitas – questões envolvendo esposas, filhas, irmãs, amantes e outras “caixas sociais” impostas às mulheres, conversamos com a psicóloga Vládia Jucá, Doutora em Saúde Coletiva pela UFBA e Pós-Doutoranda em Estudos Psicanalíticos pela UFMG. Professora do Instituto de Psicologia da UFBA, ela encontrou em sua trajetória diversas histórias difíceis vividas por mulheres, mas avisa: “Claro que a condição feminina agrega algumas curvas ao sofrimento. Agora, é o que pertence a cada um que verdadeiramente interessa, ou seja, não há classificação que contemple a complexidade de cada sujeito com sua história e seus impasses”.

No caso da quebra com os padrões de “normalidade”, que tipos de preconceitos específicos as mulheres sofrem – e que são diferentes dos vivenciados pelos homens?
Dra. Vládia Jucá – (…) Quando se trata de mulheres, vemos o quanto a imagem do “bela, recatada e do lar” ainda assombra. Aquelas que são do bar, para usar de um trocadilho que circulou recentemente nas redes sociais, sofrem grandes rechaços porque contrariam alguns ideais. Dentre eles, o de boa mãe. Não obstante todas as contribuições da antropologia, da psicanálise e, eu acrescentaria, do mundo da vida, continuamos a persistir na ideia de que há um instinto materno que deve ser superior a tudo.

Leia a entrevista completa entrando aqui.

 

OUTROS OLHARES
Filmes que dialogam com o tema; obras produzidas a partir de temas correlatos.

A-Page_of_MadnessA Page of Madness
Dirigido por Teinosuke Kinugasa em 1926, no Japão, é um filme experimental sobre uma esposa que é internada num hospício após tentar suicídio depois de matar seu filho. Um marido que arranja um emprego no hospício para ajudar a esposa a fugir do hospital. Sem uso de diálogos e com imagens fortes, o filme ficou perdido por mais de 40 e foi encontrado e recuperado em 1971.

As Horas
Em três épocas diferentes vivem três mulheres ligadas ao livro “Mrs. Dalloway”: Virgínia Wolf, Laura Brown e Clarissa Vaughn. Em 1923 vive Virginia Woolf (Nicole Kidman), autora do livro, que enfrenta uma crise de depressão e ideias de suicídio. Em 1949 vive Laura Brown (Julianne Moore), uma dona de casa grávida que mora em Los Angeles, planeja uma festa de aniversário para o marido e não consegue parar de ler o livro. Nos dias atuais vive Clarissa Vaughn (Meryl Streep), uma editora de livros que vive em Nova York e dá uma festa para Richard (Ed Harris), escritor que fora seu amante no passado e hoje está com Aids e morrendo.

camille_claudel_1915Camille Claudel 1915
Conta a história da artista de mesmo nome que viveu a vida atormentada pela relação amorosa com o escultor Rodin. Viveu os preconceitos da sociedade francesa do século 19. Foi acometida por uma doença mental que a isolou por aproximadamente 30 anos num hospício, onde faleceu aos 79 anos.

Betty Blue
Dirigido por Jean-Jacques Beineix, o filme francês é uma história de amor e loucura encabeçada por uma mulher sedutora e imprevisível.

Cisne Negro
Drama psicológico dirigido por Darren Aronofsky e estrelado por Natalie Portman, o filme aborda os limites humanos tendo como cenário uma montagem do ballet O Lago dos Cisnes. Erica, uma mãe bailarina aposentada, incentiva a ambição profissional da filha Nina, que passa a ter dificuldades em definir o que é a realidade.

estamiraEstamira
O documentário dirigido por Marcos Prado mostra a vida de Estamira Gomes de Souza aos 63 anos, trabalhadora do aterro Jardim Gramacho. Ficou conhecida pela forma com que abordava os temas da vida, da existência, do mundo, da filosofia.  Sofria de esquizofrenia e faleceu em 2011, aos 70 anos.

Orlando – A mulher imortal
O filme baseado na obra homônima de Virginia Wolf e dirigido por Sally Potter tem como personagem central o nobre Orlando (Tilda Swinton), que é condenado pela Rainha Elizabeth I (Quentin Crisp) a permanecer eternamente jovem. A maldição se cumpre e Orlando atravessa os séculos experimentando vidas, parceiros, sentimentos e mudanças de gênero.

garota_interrompidaGarota, Interrompida
Dirigido por James Mangold, o filme fala sobre a passagem da adolescência para a vida adulta. A personagem principal, Susanna Kaysen (Winona Ryder), termina o ensino médio, mas não sabe que caminho seguir, o que para os pais já seria um problema. Mas a jovem se confunde ainda mais quando ela se envolve com um professor e tenta se matar. Ela é diagnosticada como vítima de “Ordem Incerta de Personalidade” e é internada num hospital psiquiátrico, onde conhece outras jovens, com distúrbios grandes. Entre elas está Lisa (Angelina Jolie), uma charmosa sociopata que organiza uma fuga.

Malévola
Baseado no conto da Bela Adormecida, o filme dirigido por Robert Stromberg conta a história de Malévola (Angelina Jolie), a protetora do reino dos Moors. Desde pequena, esta garota com chifres e asas mantém a paz entre dois reinos diferentes, até se apaixonar pelo garoto Stefan (Sharlto Copley). Os dois iniciam um romance, mas Stefan tem a ambição de se tornar líder do reino vizinho, e abandona Malévola para conquistar seus planos. Na terra dos humanos, onde não há uma figura feminina expressiva, malévola retrata justamente a busca da consciência coletiva pelo equilíbrio entre os opostos feminino e masculino.

OUTRAS VOZES
Livros, pesquisas e produções para ampliar ainda mais a discussão.

Maura_lopes_CançadoCaixa – Hospício e Deus e O Sofredor do Ver
Esgotados há anos, o diário Hospício é Deus (1965) e a coletânea de contos O sofredor do ver (1968), de Maura Lopes Cançado, são relançados pela Autêntica em edição especial, reunidos em uma caixa e acrescidos de um perfil biográfico, escrito pelo jornalista Maurício Meireles. Maura, que ambicionava ser a maior escritora da língua portuguesa e que já na adolescência pilotava aviões, saiu do interior de Minas Gerais para Belo Horizonte e, na década de 1950, mudando-se para o Rio de Janeiro, passou a conviver com poetas, artistas e intelectuais, sobretudo do mundo literário. Aclamada como grande revelação da literatura brasileira em seu tempo, sua obra é fortemente marcada por sua experiência como paciente de hospitais psiquiátricos em Minas e no Rio de Janeiro.

DSM-5 Website
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders – DSM) é um manual para profissionais da área da saúde mental que lista diferentes categorias de transtornos mentais e critérios para diagnosticá-los, de acordo com a Associação Americana de Psiquiatria (American Psychiatric Association – APA). É usado ao redor do mundo por clínicos e pesquisadores bem como por companhias de seguro, indústria farmacêutica e parlamentos políticos. Este site foi reorganizado pela APA para servir como um recurso para médicos, pesquisadores, seguradoras e pacientes. O site inclui informações sobre a implementação do manual, responde a perguntas frequentes, listas correções do DSM-5 e fornece um mecanismo para a apresentação de perguntas e comentários sobre a aplicação do manual.

DSM-5 ajuda a perpetuar mito da loucura feminina
Texto de Jane Ussher (University of Western Sydney), para quem a edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), apesar de ser anunciada como a “bíblia da psiquiatria”, não é um documento científico objetivo revelando a verdade sobre a loucura, como seus defensores afirmam.

Eugenia, Loucura e Condição Feminina
Apontar alguns aspectos socionormativos que caracterizavam o gênero feminino, e que foram defendidos como critérios da normalidade por uma Psiquiatria influenciada pela Eugenia, é o objetivo deste artigo, fruto de dissertação de mestrado apresentada ao Departamento de História da FFLCH da USP. Artigo de Rita Cristina C. de Medeiros Couto.

O_espelho_do_mundoO espelho do mundo: Juquery, a história de um asilo.
Escrito pela historiadora Maria Clementina Pereira Cunha, doutora em História Social USP, com o tema que resulta nesta publicação de 1986. O cotidiano do asilo, as relações entre os diversos atores e a concepção e prática médica.

Madame Bovary
Escrito por Gustave Flaubert, em 1853/56, trata da história de uma mulher inconformada com seu destino de mulher, mãe, de um casamento. Ela se entrega aos prazeres do sexo e aos amantes, em busca de outro destino para si mesma.

NA MÍDIA
Matérias, entrevistas e reportagens sobre a Loucura e a Luta Antimanicomial.

Leia aqui as principais matérias publicadas sobre o documentário A loucura entre nós.

A História de Dona Yayá
Documentário do programa Doc Mogi News sobre Sebastiana de Melo Freire, a Dona Yayá, uma aristocrata brasileira, membro de uma das mais importantes famílias do interior paulista. Teve uma vida marcada por tragédias. Com a morte de seus pais e irmãos, herdou a fortuna da família, mas logo sucumbiu a uma doença mental que a impediu de administrar ou usufruir de seus bens, tendo sido mantida reclusa em sua residência no bairro paulistano do Bixiga, da juventude até seu falecimento aos 74 anos, quando se extingue a linhagem dos Melo Freire. Sem filhos ou parentes próximos, teve sua herança considerada vacante e todos os seus bens foram transferidos à Universidade de São Paulo.

Loucura, gênero feminino: as mulheres do Juquery na São Paulo do início o século XX.
O artigo publicado na Revista Brasileira de História, trata de um estudo desenvolvido pela historiadora Maria Clementina Pereira Cunha, da UNICAMPI com as mulheres internadas no Hospício do Juquery. Faz bons questionamentos a respeito das formas diversas de subordinação e segregação estabelecidos socialmente para as mulheres.
Leia artigo no Site da Revista.

Os loucos parecem eternos
Matéria da Revista Cult sobre a literatura enredada de Maura Lopes Cançado, escritora mineira que passou vários anos internada em hospícios do Rio de Janeiro: “Seu diário, um misto de memorialismo e diário de hospício, não deixa de funcionar, para o leitor, como uma espécie de autobiografia, já que entre as anotações retratando por dentro o cotidiano do hospital e da vida das internas, ela também mergulha em episódios de sua vida em Minas, quando garota, ou mais tarde, em Belo Horizonte, quando tentou levar uma vida de adolescente.”

HysteriaHysteria
Matéria sobre o lançamento do documentário Hysteria, onde os cineastas Evaldo Mocarzel e Ava Rocha acompanharam as atrizes Janaina Leite, Juliana Sanches, Raíssa Gregori, Tatiana Caltabiano e Evelyn Klein pelas estradas de Santa Catarina na turnê do espetáculo Hysteria, que fala de mulheres confinadas em manicômios no século 19. Cinco mulheres “diagnosticadas” como histéricas são internadas em um hospício e trazem à tona suas trajetórias pessoais, memórias, seus desejos, suas contradições e a relação de cumplicidade que acabam desenvolvendo entre elas. Tudo isso é tratado como reflexo de uma sociedade em transição que reprime as pessoas que de alguma forma não se adequam ao “pacto social”.

Deu a louca nas mulheres
Matéria do jornal Gazeta do Povo, de Pernambuco, onde Historiadoras analisaram prontuários de dois hospícios brasileiros e encontraram diferentes concepções de histeria no início do século passado. Naquela época, a loucura feminina estava vinculada a uma quebra de modelos, sejam eles social ou religioso, mas também eram consideradas histéricas aquelas que fugiam dos padrões de beleza.

SalaSala de Convidados – Políticas para Mulheres e Tendências Mundiais
Esta edição do Sala de Convidados, programa do Canal da Saúde, do SUS, fala sobre políticas para mulheres e tendências mundiais. Autonomia, direito a viver livremente a sua sexualidade, respeito sobre as decisões que se referem ao próprio corpo, já não basta apenas um “Dia Internacional da Mulher” para tratar de tantos temas.

Café filosófico: A globalização é feminina? – Jorge Forbes
Essa nova era em que vivemos, de perda de padrões, de múltiplas possibilidades, de privilégio das relações horizontais sobre as verticais, possibilita mais o modo feminino de ser que o masculino. Isso quer dizer que os homens estão no inferno e as mulheres no paraíso? Não necessariamente, pois o feminino põe em questão homens e… mulheres!