Mostra do Filme Livre 2016

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A loucura entre nós foi selecionado para a MOSTRA DO FILME LIVRE 2016 e estará no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Minas Gerais, entre os meses de março e junho! O filme foi selecionado entre os 1.342 inscritos e será exibido nas sedes do Centro Cultural Banco do Brasil das quatro cidades, com entrada franca!

O documentário da Água de Março Filmes integrará a mostra Territórios, com obras que partem de questões locais muito específicas, mas que têm em comum a busca por um tempo inerente a cada espaço filmado, estabelecendo, pelas transformações consequentes das ações de um sobre o outro, seu próprio tempo interno.

A programação:

18 de março, sexta-feira | 16h | Rio de Janeiro
04 de abril, segunda-feira | 19h | São Paulo
11 de abril, segunda-feira | 19h15 | Rio de Janeiro
01 de maio, domingo | 19h |Distrito Federal
12 de junho, domingo |19 | Minas Gerais

Para mais informações, entre aqui!

Festival du Cinéma Brésilien de Paris

Ponto de encontro dos cinéfilos parisienses, o cinema L´Arlequin será, em abril, a casa do cinema brasileiro na França. Afinal, é lá que acontecerá a 18ª. edição do Festival du Cinéma Brésilien de Paris, evento que marcará a primeira exibição pública francesa do documentário A loucura entre nós, da cineasta Fernanda Fontes Vareille. Serão doze dias de festival, com filmes em competição, documentários, debates e encontros – devidamente animados com um bar brasileiro montado especialmente para a ocasião.

A loucura entre nós será exibido no dia 7 de abril, às 21h30. Os ingressos custarão entre 4 e 7 euros e, após a sessão para 400 pessoas, haverá debate com a presença de Fernanda Fontes Vareille, Amanda Gracioli, Marcelo Veras e Antoine Vareille.

A obra já foi exibida em Festivais no Brasil e no exterior, como o 4o. Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, o Pirenópolis.Doc (onde ganhou Prêmio de melhor longa-metragem da Mostra Competitiva Nacional – júri popular), o INDIE Festival, em Belo Horizonte, o Festival Cachoeira Doc, o VLAFF – Vancouver Latin American Film Festival, no Canadá e o XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador. Em 2015, ganhou também uma exibição fechada no Ateliers Varan, prestigiada escola de cinema francesa que reúne alunos e estudiosos de várias partes do mundo envolvidos na formação e pesquisa do cinema documental. Sua temporada no circuito comercial brasileiro está sendo agendada para o segundo semestre de 2016.

Dia 07.04 | L´Arlequin | 76 rue de Rennes – PARIS | 4€ / 7€
Exibição com a presença da diretora Fernanda Fontes Vareille, seguida de debate

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Os labirintos do olhar no filme “A loucura entre nós”

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Por Marcelo Veras*

Não quis escrever sobre o filme A loucura entre nós antes de seu lançamento em Salvador. Surpreendi-me com uma pequena multidão que rapidamente lotou as três salas do Espaço Glauber Rocha ontem à noite. No debate ocorrido após a projeção falei rapidamente de um ponto que considero precioso e que as câmeras conseguem demonstrar com muito mais facilidade do que meu próprio livro. Refiro-me ao modo como podemos trabalhar com o olhar na clínica da loucura. O olhar na clínica é habitualmente identificado com seu poder disciplinador. Ao enquadrar, ele demarca uma alteridade entre o clínico/observador e o paciente/observado. Muito já foi dito sobre esse aspecto e a referência foucauldiana ao Panopticum de Bentham tornou-se um clássico na Saúde Mental. Quando fui diretor de hospital psiquiátrico tive a certeza do peso desse olhar absoluto e do modo como esse olhar organiza os espaços e os corpos, estabelecendo um dentro e um fora. O olhar clássico sobre a loucura é sempre um olhar de fora para dentro. É como se só pudéssemos vê-la por uma fresta entre as grades, protegidos e separados.

O filme tem longas sequências fixas mostrando precisamente uma porta. Do lado de dentro, onde se situa a câmera e os pacientes do projeto Criamundo, temos a impressão de estarmos em uma ilha dentro do asilo. A loucura é um teatro que se passa do outro lado das grades. Contudo, rapidamente nos damos conta da impossibilidade de estabelecermos um muro eficaz. A primeira cena mostra um grupo de participantes do projeto trabalhando tranquilamente, em um ambiente claro e limpo, e aos poucos nos damos conta de que a paz é cortada pelo urrar de uma paciente. Urro de horror e desespero, vindo de alguma enfermaria do lado de fora.

O plano da porta é um perfeito enquadramento para a loucura. Na verdade esse plano lembra um pouco a play scene de Hamlet. Toda vez que uma porta ou uma janela aparece em um cinema temos a visão de uma cena dentro da cena. O público sentado na plateia já está diante da tela que é um enquadramento. O escuro em torno da tela é uma moldura. Então focamos o filme, e aí percebemos a loucura por trás da porta. Nesse momento é a realidade retratada no filme que faz papel de moldura, a loucura está mais além.

Eis que a câmera atravessa a porta, inicialmente como observadora. Ela passa a percorrer os corredores do asilo. Aos poucos os pacientes vão descobrindo a câmera. E de repente ela se torna um canal de expressão, eles começam a dizer para a câmera tudo que a instituição calava. Doravante eles não estão mais submissos ao olhar absoluto; outro olhar, o da câmera, faz furo no panopticum de Bentham. Aos poucos o olhar subverte a segregação imposta. A loucura não está mais do outro lado, ela está entre nós. Cada história narrada desconstrói o retrato. Não é possível, contudo, viver sem uma moldura e ao final vemos como cada um vai se virar com sua própria invenção de realidade. Os personagens deixam de ser um retrato fixado pelos discursos da saúde mental. O filme, lembro, não é uma ficção. No final, as protagonistas, cada uma a seu modo, escolhem uma solução para o peso do olhar insistente do Outro. Uma personagem atravessa a moldura e a outra escapa do olhar deixando-se confundir na multidão.
*Dr. Marcelo Veras é autor do livro homônimo que inspirou o documentário A loucura entre nós. Esse texto foi retirado do post do seu Facebook publicado em 01 de novembro de 2015, um dia após a exibição do filme no XI Panorama Internacional Coisa de Cinema, em Salvador.

Entrevista Luiz Gonzaga

Dr_Luis

Todo mundo que trabalha com cinema sabe qual é uma das etapas mais difíceis no processo entre o surgimento da ideia original e a exibição do produto final nas telas, para o grande público: a conquista de um patrocínio! Com o filme A loucura entre nós, felizmente, essa etapa se transformou numa relação extremamente produtiva com a empresa a Petrobahia e a Carbocloro, que garantiram o investimento no documentário através do artigo 1° A da Lei 8685/93, Lei do Audiovisual.

E se a obra é o primeiro longa metragem da diretora Fernanda Fontes Vareille, representa também a estreia da Petrobahia no patrocínio do audiovisual. Esse duplo início, entretanto, não intimidou nenhuma das partes, que acreditaram no projeto a ponto de se “arriscar” num tema pouco explorado e cheio de subjetividades.  Ao contrário; viram no discurso contido na obra a oportunidade de dar vazão a uma ideia original, investindo num filme capaz de tocar um grande número de pessoas e de preencher uma lacuna social que insiste em esconder um assunto importante para boa parcela da sociedade.

Nesse processo, o presidente do Conselho de Administração da Petrobahia, o senhor Luiz Gonzaga, foi fundamental para que o patrocínio fosse concretizado. Afinal, ele já conhecia o tema abordado, já que viabilizou também o patrocínio do lançamento do livro homônimo escrito pelo Dr. Marcelo Veras, que deu origem ao filme. Aqui, às vésperas da estreia de A loucura entre nós em Salvador, dentro do XI Panorama Internacional Coisa de Cinema (no dia 31/10),  ele conversa sobre o assunto, falando sobre o reconhecimento do valor do investimento na Cultura e até dá dicas para o empresário interessado em investir no Cinema!

Como vem sendo feito o investimento da Petrobahia em projetos esportivos e socioculturais ao longo do tempo?

Luiz Gonzaga – A Petrobahia e suas empresas ligadas, a Transbahia e os Postos Gameleira, fazem o investimento com os incentivos do Faz Cultura e Faz Atleta, do Governo da Bahia, e da Lei Rouanet, do Governo Federal. Pelos incentivos do Estado, foram inúmeros projetos culturais em teatro, discos, livros, apresentação de orquestra, shows musicais; em projetos esportivos, competições de corridas de rua, ralis de automóveis, karts, velocidade na terra e outras modalidades, em convênio com a Federação de Automobilismo da Bahia.

Pela Lei Rouanet foram realizados projetos de livros infantis, literatura em quadrinhos, com temas ligados à cidadania, como combate às drogas, ao fumo, como evitar o câncer de mama. Esses livros foram distribuídos com grande sucesso em escolas e associações, e deu origem a um seriado da TV Globo, pela qualidade do conteúdo. Outro livro que lançamos foi “A loucura entre nós”, do Dr. Marcelo Veras, que originou o filme com o mesmo nome e que ganha telas do cinema no Brasil, após sua estreia no Festival Internacional de Curitiba, no Paraná, e depois do seu lançamento em Paris, este ano.

Na área cultural, vale destacar também o apoio, sem patrocínio oficial, ao livro da biografia do Octávio Mangabeira, de autoria de Paulo Segundo da Costa, com assuntos inéditos. O biografado foi o maior dos governadores da Bahia, pela competência, trabalho e honestidade, considerado democrata irredutível, um verdadeiro estadista.

Como é feita a escolha dos projetos assistidos pela empresa? Existe uma equipe que decide o que será patrocinado ou a escolha é feita a partir de algum tipo de identificação com o projeto?

Luiz Gonzaga – A escolha é feita pela Diretoria, em função do custo, do conteúdo, da idoneidade do promotor dos projetos. Vamos criar uma comissão assessora, composta de técnicos, mesmo de fora da empresa, para seleção desses projetos, com exame de conteúdo mais detalhado, a partir deste ano.

Como o projeto de patrocínio do filme “A loucura entre nós” chegou até o Senhor? O que lhe chamou atenção nele?

Luiz Gonzaga – O título e, depois, a proximidade do autor escritor, como um médico de visão pública, que dirigiu com competência um grande hospital psiquiátrico e uma fundação universitária pública. Depois, a confiança e a organização que nos passou a cineasta e diretora do filme.

É a primeira vez que a Petrobahia investe em cinema?

Luiz Gonzaga – Sim, a primeira vez. Tivemos enfim acesso a um projeto completo, com a documentação necessária, os procedimentos para se buscar o incentivo de forma transparente e prática.

O investimento de empresas baianas ao cinema local ainda é muito tímido, se comparada à iniciativa de mercados como o carioca ou o paulista. O Senhor credita esse fato à falta de um conhecimento maior desse tipo de investimento cultural por parte dos empresários?

Luiz Gonzaga – O investimento na Bahia é muito pequeno nessa área. Faltam informação e convencimento junto ao empresariado baiano, além de explicação sobre como funcionam os incentivos. O cinema, como o teatro, é o maior e melhor caminho para a difusão do conhecimento, da cultura, da educação, da implantação de novas práticas e hábitos para o bem comum. O Governo do Estado restringiu, na gestão anterior, o incentivo do Faz Cultura, não permitindo que empresas com o regime de substituição tributária gozem do benefício da devolução de até 80% dos projetos. E a tendência é ampliar o regime da substituição, pela facilidade do Estado arrecadar, com menor custo de fiscalização. O Governo banca programa pela televisão de excelente qualidade, na área de educação, por exemplo, mas em horário que ninguém assiste, e a conta é alta. Prova da importância da TV e do cinema como método e processo da difusão cultural e do conhecimento.

Qual é a expectativa desse novo investimento no que diz respeito ao retorno para a imagem da empresa?

Luiz Gonzaga – A expectativa é boa e grande. Desejamos apresentar o filme no mercado em que a Petrobahia atua, como distribuidora de combustíveis. Também estamos pensando em exibi-lo em alguns países, onde tivermos manifestação de apoio das Embaixadas do Brasil ou de alguma empresa.

Que benefícios a Petrobahia enxerga no investimento a um filme como “A loucura entre nós”, em médio e em longo prazo?

Luiz Gonzaga – Em dar visibilidade à prática que a Petrobahia vem tendo como uma companhia cidadã, que cumpre sua função social, que valoriza a educação, a cultura e o esporte, inserida nos desejos de melhoria da comunidade onde serve.

Diante dessa nova experiência, que conselho o senhor daria a um empresário que deseja começar a patrocinar no cinema baiano?

Luiz Gonzaga – Que dê o primeiro passo e faça uma experiência como a Petrobahia; escolha um produtor de qualidade e sério, que tenha um bom projeto, e invista! Os resultados, acreditamos, surgirão no médio e no longo prazo. Pretendemos levar essa experiência e relatar nas associações de que participamos. Vamos convidar a diretora da empresa produtora para falar dos seus projetos futuros, abrindo o caminho para a difusão da informação sobre as relações entre empresários e diretores/produtores.

Crítica de Rafael Carvalho

CachoeiraDoc+banner

“A loucura emerge não como característica que rotula, mas como um embate constante para não se perder e para não se deixar perder de vista. Há quem nela sucumba e quem na multidão se infiltra, querendo ser mais um entre tantos, dignos de levar a vida adiante”.

A crítica é do jornalista baiano Rafael Carvalho, que assistiu A loucura entre nós no Festival Cachoeira Doc, na Bahia, e publicou suas impressões em seu blog, Moviola Digital. Para ler a crítica completa, entre aqui!

VI CachoeiraDoc

CachoeiraDOc

As notícias boas não param de chegar. Mal anunciou a participação na Mostra Competitiva Nacional de Longas do Pirenópolis.doc que acontece entre 06 e 09 de agosto de 2015 na cidade de Pirenópolis, Goiás, a equipe de A loucura entre nós festeja a seleção do filme para o VI CachoeiraDoc – Festival de Documentários de Cachoeira, cuja 6ª edição acontece entre 1º e 7 de setembro, no Cine-teatro Cachoeirano (antigo Glória) e no Centro de Artes Humanidades e Letras da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, na cidade de Cachoeira, localizada a 110 km de Salvador.

No total, dos 420 filmes inscritos na mostra, foram selecionados 13 curtas-metragens e oito médias e longas. Entre os documentários estão os baianos A loucura entre nós, de Fernanda Vareille, “Ana”, de Camila Camila, “Eu, travesti?”, de Leandro Rodrigues, e “O mar, a mata e a humanidade”, do Coletivo Cinema e Sal, todos participantes da Mostra Competitiva Nacional.

Atenção, público baiano: vamos marcar logo essa ida a Cachoeira?

Pirenópolis.doc

Pirinopolis

Depois do 4o. Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, A loucura entre nós foi selecionado para a Mostra Competitiva Nacional de Longas do Pirenópolis.doc – Festival de documentário brasileiro. O filme de Fernanda Fontes Vareille foi encolhido para integrar o time de 27 obras selecionadas entre os 486 filmes que, no total, se inscreveram para as mostras competitivas de longas, curtas e regional, além da mostra especial infantil. A lista completa de selecionados já está disponível no site do festival.

O Pirenópolis.doc – Festival de Documentário Brasileiro, nasce em 2015 com o objetivo de mapear e impulsionar as obras documentais produzidas nas cinco regiões do país.
A primeira edição do festival acontece entre os dias 06 e 09 de agosto de 2015 no histórico Cine Pireneus, na encantadora cidade de Pirenópolis, Goiás. Durante os quatro dias serão exibidos filmes em curta, média e longa-metragem em caráter competitivo. A seleção dos filmes será feita por Fabiana Assis, pós-graduanda em Cinema Documentário e produtora audiovisual e Rafael de Almeida, pesquisador e professor de Cinema.

Críticas, comentários, impressões.

Depois do 4o. Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, realizado na capital paranaense em junho de 2015, o filme A loucura entre nós começou a ganhar visibilidade entre o público e críticos de cinema do país, graças às duas exibições lotadas que o doc de Fernanda Fontes Vareille teve no Festival. Aqui, compartilhamos algumas coisas que foram publicadas sobre o filme:

10734042_1028418070588154_1892196885305696707_n“Os caminhos pelos quais a narrativa do documentário A Loucura entre Nós percorre são tão impressionantes, que até mesmo a cineasta Fernanda Vareille não tinha como prever o que aconteceria às suas personagens. (…) Com momentos de pura poesia – a cena com a canção “Lágrimas Negras”, cantada por Gal Costa, é agridoce e intensa – A Loucura entre Nós é um documentário de rara sensibilidade, tocando em um assunto que, para muitos, é motivo de vergonha ou de descaso, mostrando o quanto é necessário tocar neste tema. O filme até pode demorar a deslanchar, mas quando o faz, é intenso e verdadeiramente impressionante.” – Rodrigo de Oliveira: crítico de cinema, membro da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. Jornalista, produz e apresenta o programa de cinema Moviola, transmitido pela Rádio Unisinos FM 103.3. É também editor do blog Paradoxo. Escreve para o Papo de Cinema.

“(…) o festival ainda serviu de palco para a estreia mundial de um documentário lindíssimo que, espero, ganhará logo as telas do mundo: A Loucura Entre Nós, de Fernanda Vareille. Ao sair da sessão profundamente comovido com o que havia visto, comentei no Twitter que o filme era complexo a ponto de permitir o riso diante de seus personagens ao mesmo tempo em que nos levava a lamentar suas dores. E, de fato, além de servir como reflexão importante sobre o sistema manicomial brasileiro (dialogando, neste ponto, com o clássico Em Nome da Razão, de Helvécio Ratton), o documentário de Vareille questiona o próprio conceito de “loucura” ao apontar acertadamente que muito de nosso tratamento desumano com relação aos que rotulamos como “insanos” tem a ver com nossos próprios medos diante deste mesmo rótulo.” – Pablo Villaça: Escritor, crítico de cinema desde 1994 e diretor do Cinema em Cena.

“Clarice Lispector diria que A Loucura Entre Nós (Fernanda Fontes Vareille; 2015) é um soco no estômago. (…) O filme termina com a multidão que se movimenta pelo espaço urbano. Questiona o nosso pertencimento em uma sociedade que exclui, que determina normalidades, que separa o que deve estar do lado de dentro e do lado de fora. Nosso olhar pelo buraco da fechadura nos coloca como parte dessa sociedade, que não quer penetrar no espaço habitado pelos pacientes do Criamundo. A loucura pode estar entre nós. Afinal, qual é o lado de dentro e o lado de fora dessa fechadura do mundo?” –  Aline Vaz: Especialista em Cinema, mestranda em Comunicação e Linguagens, pela Universidade Tuiuti do Paraná e pesquisadora nos GPs Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano em Narrativas Audiovisuais (PPGCOM – UTP) e CINECRIARE (UNESPAR/FAP). Escreve para o Portal A Escotilha.

E alguns seguidores da página do filme no Facebook também escreveram dando suas opiniões. Aqui, algumas delas:

“Duas mulheres e suas belezas singulares. A loucura que está em todo lugar, lembra que somos humanos, demasiado humanos… Momentos de angústia, de contradições, de uma tocante beleza daquilo que se mostra assim como é. Da Bahia para o mundo, um chamado pelo lugar para que as singularidades plurais possam ser acolhidas entre as diferenças de que somos feitos. Grata Marcelo, Grata Fernanda, Elisangela, Leonor…” – Ivone Maia, via Facebook.

“Fui, assisti e gostei muito!! Mostrar esse outro lado , que encontra-se velado, escondido, para não mostrar uma realidade que pode ser, ou estar muito próxima de todos, é muito válido!! O filme foi muito bem feito. Produzido com um cuidado e carinho aparente! Parabéns!!!” – Mara Venina, via Facebook.

“Filme muito bom, com um olhar bem real do hospital psiquiátrico! Adorei e recomendo!” – Bruna Botter, via Facebook.

“Noite rara e muito emocionante! O olhar humanizado… O “saber fazer sobre”… Parabéns! Resultado rico e próspero. Especial atenção ao Hino a Bandeira cantado pelos internos. Todos sabiam cantar a 2a. estrofe.” – Wanisa Ludmila Jankosz Trova, via Facebook.

“Um excelente documentário. Cenas lindas de espontaneidade dos pacientes que emocionam, que faz refletir este mundo tão distante do nosso dia a dia. A cena em que todos começam a cantar o hino Nacional, ou a música Ressuscita-me da Gal foram incríveis. Parabéns a todos!” – Nana Martins, via Facebook.

A loucura entre nós na TVE Paraná

No ‪#‎4olhardecinema‬, a produtora Amanda Gracioli foi ao estúdio da Rádio e Televisão Educativa do Paraná para bater um papo com a apresentadora e cantora Iria Braga sobre ‪#‎aloucuraentrenos‬. Clique em cima da foto e confira a primeira parte da entrevista.

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Para ver a segunda parte, entre aqui. A terceira e última parte da entrevista está aqui!