Críticas, comentários, impressões.

Depois do 4o. Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba, realizado na capital paranaense em junho de 2015, o filme A loucura entre nós começou a ganhar visibilidade entre o público e críticos de cinema do país, graças às duas exibições lotadas que o doc de Fernanda Fontes Vareille teve no Festival. Aqui, compartilhamos algumas coisas que foram publicadas sobre o filme:

10734042_1028418070588154_1892196885305696707_n“Os caminhos pelos quais a narrativa do documentário A Loucura entre Nós percorre são tão impressionantes, que até mesmo a cineasta Fernanda Vareille não tinha como prever o que aconteceria às suas personagens. (…) Com momentos de pura poesia – a cena com a canção “Lágrimas Negras”, cantada por Gal Costa, é agridoce e intensa – A Loucura entre Nós é um documentário de rara sensibilidade, tocando em um assunto que, para muitos, é motivo de vergonha ou de descaso, mostrando o quanto é necessário tocar neste tema. O filme até pode demorar a deslanchar, mas quando o faz, é intenso e verdadeiramente impressionante.” – Rodrigo de Oliveira: crítico de cinema, membro da ACCIRS – Associação de Críticos de Cinema do Rio Grande do Sul. Jornalista, produz e apresenta o programa de cinema Moviola, transmitido pela Rádio Unisinos FM 103.3. É também editor do blog Paradoxo. Escreve para o Papo de Cinema.

“(…) o festival ainda serviu de palco para a estreia mundial de um documentário lindíssimo que, espero, ganhará logo as telas do mundo: A Loucura Entre Nós, de Fernanda Vareille. Ao sair da sessão profundamente comovido com o que havia visto, comentei no Twitter que o filme era complexo a ponto de permitir o riso diante de seus personagens ao mesmo tempo em que nos levava a lamentar suas dores. E, de fato, além de servir como reflexão importante sobre o sistema manicomial brasileiro (dialogando, neste ponto, com o clássico Em Nome da Razão, de Helvécio Ratton), o documentário de Vareille questiona o próprio conceito de “loucura” ao apontar acertadamente que muito de nosso tratamento desumano com relação aos que rotulamos como “insanos” tem a ver com nossos próprios medos diante deste mesmo rótulo.” – Pablo Villaça: Escritor, crítico de cinema desde 1994 e diretor do Cinema em Cena.

“Clarice Lispector diria que A Loucura Entre Nós (Fernanda Fontes Vareille; 2015) é um soco no estômago. (…) O filme termina com a multidão que se movimenta pelo espaço urbano. Questiona o nosso pertencimento em uma sociedade que exclui, que determina normalidades, que separa o que deve estar do lado de dentro e do lado de fora. Nosso olhar pelo buraco da fechadura nos coloca como parte dessa sociedade, que não quer penetrar no espaço habitado pelos pacientes do Criamundo. A loucura pode estar entre nós. Afinal, qual é o lado de dentro e o lado de fora dessa fechadura do mundo?” –  Aline Vaz: Especialista em Cinema, mestranda em Comunicação e Linguagens, pela Universidade Tuiuti do Paraná e pesquisadora nos GPs Desdobramentos Simbólicos do Espaço Urbano em Narrativas Audiovisuais (PPGCOM – UTP) e CINECRIARE (UNESPAR/FAP). Escreve para o Portal A Escotilha.

E alguns seguidores da página do filme no Facebook também escreveram dando suas opiniões. Aqui, algumas delas:

“Duas mulheres e suas belezas singulares. A loucura que está em todo lugar, lembra que somos humanos, demasiado humanos… Momentos de angústia, de contradições, de uma tocante beleza daquilo que se mostra assim como é. Da Bahia para o mundo, um chamado pelo lugar para que as singularidades plurais possam ser acolhidas entre as diferenças de que somos feitos. Grata Marcelo, Grata Fernanda, Elisangela, Leonor…” – Ivone Maia, via Facebook.

“Fui, assisti e gostei muito!! Mostrar esse outro lado , que encontra-se velado, escondido, para não mostrar uma realidade que pode ser, ou estar muito próxima de todos, é muito válido!! O filme foi muito bem feito. Produzido com um cuidado e carinho aparente! Parabéns!!!” – Mara Venina, via Facebook.

“Filme muito bom, com um olhar bem real do hospital psiquiátrico! Adorei e recomendo!” – Bruna Botter, via Facebook.

“Noite rara e muito emocionante! O olhar humanizado… O “saber fazer sobre”… Parabéns! Resultado rico e próspero. Especial atenção ao Hino a Bandeira cantado pelos internos. Todos sabiam cantar a 2a. estrofe.” – Wanisa Ludmila Jankosz Trova, via Facebook.

“Um excelente documentário. Cenas lindas de espontaneidade dos pacientes que emocionam, que faz refletir este mundo tão distante do nosso dia a dia. A cena em que todos começam a cantar o hino Nacional, ou a música Ressuscita-me da Gal foram incríveis. Parabéns a todos!” – Nana Martins, via Facebook.

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